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Preparo da semente

A semente representa o elemento básico para a obtenção do uma boa cultura. Deve ser de boa procedência e qualidade comprovadas. Os cuidados começam com a escolha da variedade e as qualidades intrínsecas e extrínsecas. Dá-se especial atenção à sua pureza, à sanidade e ao poder germinativo.

A experiência demonstra que o plantio de sementes descascadas é melhor e mais vantajoso do que o de vagens inteiras. Há maior regularidade na germinação, bem como possibilidade de melhor seleção. Torna possível ainda a realização do indispensável trabalho de desinfecção com germicidas apropriados antes do plantio.

O descascamento pode ser feito a mão ou a máquina, sendo o último método o mais usado em áreas grandes. O manual só é possível para o plantio de áreas pequenas, mas tem a vantagem de ferir menos as sementes e proporcionar uma seleção maior no processo.

A utilização da máquina no descascamento, por mais cuidados que sejam tomados, resulta sempre em danos às sementes. Para um bom desempenho, reduzindo os danos ao mínimo possível, há que regular a sua velocidade é a da corretamente á variedade e ao grau de secagem. As vagens quando estão excessivamente secas e a máquina funcionando a alta velocidade dão falhas maiores na plantação.

As melhores sernentes para o plantio são obtidas pela secagem em medas, em processo lento. O teor de umidade das vagem para o descascamento destinado ao plantio precisa estar em torno de 9%.

Na impossibilidade de obtenção de sementes selecionadas, pode-se conseguir provisoriamente uma semente melhor que a comum na lavoura, selecionando talhões em que o desenvolvimento seja uniforme e satisfatório, eliminando as plantas que apresentem doenças e outras anormalidades. Para isso devem ser colhidas cuidadosamente e secadas em medas. Após o descascamento, faz-se nova seleção, excluindo as sernentes doentes, quebradas e fora da variedade ou padrão escolhido.

Depois do descascamento, as sernentes devem passar por um processo de desinfecção. É especialmente destinado ao controle e à prevenção de doenças que podem ser transmitidas através das próprias sernentes.

Um aumento médio de 30% na produção é conseguido apenas com esse tratamento nas culturas normais de amendoim. Em anos favoráveis, obtém-se até o dobro ou mais da produção. Mesmo em anos bons e quando a semente é boa, descascada com cuidado (o que raramente ocorre), o tratamento de sementes compensa por ser pouco dispendioso, valendo como um verdadeiro seguro da plantação.

Antes da desinfecção as sernentes descascadas devem ser abanadas e catadas, retirando-se as que não correspondem à variedade empregada, as deformadas, as imaturas e as doentes. Esta catação geralmente é manual, usando no caso de grandes quantidades mesas catadoras iguais às utilizadas para café.

Semente para plantio tem de ser sempre guardada em casca ou, quando cada, desinfetada antes de ser posta no armazém. Resultados experimentais demonstram que através do uso de desinfetantes se podem reservar por mais tempo as sementes e o seu poder germinativo.

No campo, depois de plantadas, as sernentes desinfetadas mostram mais sobre aquelas que não foram submetidas a tratamento, O efeito desinfetante pode ser assim esquematizado:

- Primário, direto, protegendo a semente dos fungos do solo e evitando grande número de falhas;
- Secundário, também importante, acelerando o crescimento nas primeiras fases do desenvolvimento das plantas.

A aplicação de desinfetantes se faz a seco, espalhando o pó sobre as sernentes e misturando bem com a pá de madeira. O uso de um tambor rotativo que pode ser construído em qualquer fazenda, facilitando essa operação e economizando tempo.

Formas de plantio

O plantio do amendoim com alta densidade geralmente produz boas colheitas. As linhas são espaçadas 60 cm urna da outra. A semeadura nas linhas deve ser feita à razão de vinte sarnentos por metro de sulco, a uma profundidade de 5 a 10 cm.

O tamanho e o peso das sernentes de amendoim variam bastante de ano para ano devido às condições culturais e climáticas, dependendo ainda da variedade. De um modo geral, o gasto das sernentes, no espaçamento de 0,60 x 0,10 m, atinge uma média de 150kg/ha. Ou 360kg/alq..

Utilizam-se semeadeiras com chapa apropriada, deixando-se cair vinte sernentes por metro linear de sulco. Os sulcos devem ter 10 cm de profundidade, sendo as sernentes cobertas com um pouco de terra (não além de 5 cm).

Quando os trabalhos da lavoura são executados com tração animal o riscamento é feito com riscador de madeira que, numa só operação, abre várias linhas. Na falta dele, pode ser usado um sulcador, onerando, entretanto, a operação. Empregando-se máquina de tração rnecânica, o riscamento é eliminado.

A obtenção de uma boa densidade de plantas na linha é de grande importância para se conseguir produções elevadas. Para isso são cuidados indispensáveis o emprego de material de bom poder germinativo, a desinfecção, a quantidade suficiente de sernentes e a observação da eficiência da máquina de semear.

Antes do início dos trabalhos de plantio é necessário suprimir alguma deficiência da semeadeira. As máquinas de tração animal, que trabalham com disco perfurado para a distribuição das sernentes, precisam ter altura suficiente do disco para evitar quebra das sernentes. Possuindo elas uma vassourinha trabalhando junto ao disco, fazem pressão sobre as sernentes na direção do orifício de saída, lançando-as no sulco.

As máquinas com disco girando na posição vertical e com compartimento para distribuição das sementes faz um bom trabalho de plantio. As de tração mecânica com sistema de elevação das sernentes para o tubo de descarga, são bastante eficientes, mas de preço elevado e de uso restrito no Estado de São Paulo.

O amendoim, sendo planta de ciclo curto, possibilita dois plantios anuais das variedades precoces nas regiões de clima quente.

Principia-se o plantio do amendoim das águas com as primeiras chuvas, do começo de setembro até fins de outubro, sendo obtidas as melhores produções nos plantios efetuados logo após o início das chuvas. Os plantios tardios, executados em novembro, não apresentam em geral resultados satisfatórios, caindo muito a produção de vagens.

A safra da seca comumente produz menos do que a das águas por não serem ideais as condições de calor e umidade requeridas pelo amendoim. Entretanto, grande parte dos plantadores de amendoim faz o cultivo durante essa época, visando garantir sementes para o próximo plantio. O período mais adequado ao cultivo da seca vai do início de janeiro, após a colheita do amendoim das águas, até meados de fevereiro. Fora dele, dificilmente dá bons resultados.

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