Início Pecuária Agricultura Aquicultura Horticultura TV Criar e Plantar

Busca no Site

Seções

Mandioca


Plantio

Sementes - Seleção de ramas

Utilizar ramas oriundas de plantações sadias e "maduras". Em geral, as ramas de plantas com oito a dez meses de idade já se prestam para o plantio. A queda natural das folhas a comear da base para o ápice das plantas, em condições normais, é um índice de maturação das manivas, naquelas porções de onde já caíram as folhas. Se, ao contrário, a queda se processar a partir do ápice, denota incidência de bacteriose, ou larvas dos brotos ou, mesmo, brocas do caule.

Em geral, as inspeções da cultura fornecedora das ramas para o plantio, oferecem melhores oportunidades para uma apreciação do seu estado sanitário, quando feitas nos meses de dezembro a fevereiro.

Deve-se escolher as manivas de boa grossura porque resistem mais às intempéries após o plantio, e darão plantas mais vigorosas. As ramas finas e as partes mais fracas, herbáceas, do terço superior das plantas, não devem ser usadas no plantio. Não utilizar ramas que revelem qualquer indício de moléstia ou praga, ou com gemas danificadas.

Quantidade de manivas (sementes)

A palavra maniva pode designar a planta inteira. Na prática, porém, aplica-se somente à rama ou ao pedaço da rama que se planta.

O consumo de ramas para o plantio mede-se em metros cúbicos, como no caso da lenha. Assim, estando as ramas devidamente empilhadas, não se considera o seu comprimento, que poderá ser de um metro ou pouco mais. A quantidade de ramas a ser consumida para o plantio de determinada área, vai depender da idade da cultura que vai fornece-las, da variedade, do seu desenvolvimento etc.. Para o plantio de um alqueire emprega-se, em geral, de oito a dez metros cúbicos de ramas. Em alguns casos, o consumo é maior, 12 a 14 m3. Considera-se, também, que um alqueire de mandioca com ano e meio pode fornecer, em condições normais, ramas para plantio de quatro a seis alqueires. Um metro cúbico de ramas pesa, aproximadamente, de 100 a 200 quilos.

Transporte de ramas

Em geral, o transporte das ramas de mandioca, de uma localidade para outra, é feito em caminhões, podendo o tipo grande levar cerca de 15 m3, a grandes distâncias. Recomenda-se o máximo cuidado na carga e na descarga do material, a fim de evitar ferimentos nas manivas. Sugere-se cobrir o fundo do caminhão com uma camada de capim seco, antes de carregá-lo. O transporte por estrada de ferro, em vagões abertos ou fechados, conduz a maiores perdas por seca de ramas, ou traumatismos, e, naturalmente, por ser mais demorado o transporte.

Dentro da área da fazenda, usam-se caminhões, carroças etc., para transportar, sejam as ramas inteiras, sejam as manivas já prontas para o plantio. Deve-se evitar o mais possível, durante essas operações, as esfoladuras nas manivas.

Épocas de plantio

Considerando apenas a fase "plantio da mandioca" e o êxito que se deseja obter dessa operação, isto é, o máximo de porcentagem de brotação das manivas, pode-se dizer que, nas condições de clima paulista, com algumas exceções, é possível plantar a mandioca, durante o ano todo, desde que se cumpram os necessários requisitos: ramas maduras, isto é, originadas de plantas que tenham completado um ciclo vegetativo; sadias, grossura e tamanho recomendáveis, e de colheita recente ou bem conservadas, solo muito bem e oportunamente preparado, visando manter a sua umidade.

Considerando-se o regime de rotação de cultura a ser observado e os ciclos normais e mais indicados para as culturas, deve-se organizar o trabalho de modo a se poder plantar à medida que se colhe, mesmo a partir de março ou abril. O indispensável é a programação dos trabalhos de modo a permitir o preparo do terreno em tempo de realizar-se esse plantio antecipado até junho ou julho. As vantagens daí advindas são as maiores possíveis.

Quando, por circunstâncias quaisquer, não se puder preparar o terreno convenientemente, mormente de agosto em diante, em face de período de seca, deve-se aguardar, para o seu preparo e plantio, a ocorrência de chuvas, e seguir sempre esta norma: aproveitar da melhor maneira possível as condições locais para se antecipar ao máximo a época do plantio, considerando-se que o mês de maio, em média, é a melhor época.

Preparo do terreno

A mandioca retribuirá com uma colheita maior a um perfeito trabalho de lavra do solo. Fazem-se duas arações cruzadas, a 20 cm de profundidade, para um perfeito revolvimento da terra, e enterrio da massa de matéria orgânica que já deverá encontrar-se devidamente recortada. Grades de discos destorroarão o terreno de modo a deixá-lo bem solto.

Entre as operações de picar a massa de matéria orgânica que há sobre o solo e o seu enterrio, decorrerá um período de tempo que as condições locais exigirem. Considerando que a mandioca poderá ser plantada o quanto antes, após o preparo do terreno em março-abril, desde que haja umidade favorável no solo, aquela massa deverá ser incorporada o quanto antes após sua fenação. Se houver necessidade de um adiamento da época do plantio, é preferível deixar sobre o solo a massa da matéria orgânica, e incorporá-la algum tempo antes do plantio.

Como para qualquer outra exploração agrícola, é aconselhável verificar, no terreno, se existe a 20 ou 30 cm de profundidade, formação de um horizonte adensado, ou seja, de uma camada mais ou menos espessa, bastante endurecida, que dificulta a penetração das raízes. Esta camada, que se origina do adensamento por compactação durante anos sucessivos e por deposição das partículas mais finas do solo traz grandes desvantagens às culturas, devendo sofrer subsolação, sulcando-se o terreno profundamente a 40-60 cm, por meio de um subsolador (como o do tipo Killifer) de modo a manter-se uma distância de um metro entre os sulcos.

Adubação e calagem

Tanto a adubação como as calagens devem ser feitas com base na análise do solo. As experiências  de adubação da mandioca revelaram que, em geral, os solos poucos ácidos, já bem explorados, e que revelam pobreza de elementos minerais, pode-se obter aumentos na produção de raízes pela aplicação de fertilizantes fosfatados. Como adubação básica, recomenda-se uma mistura de 800kg de superfosfato e 150 kg de cloreto de potássio, na base de 5 kg por 100 metro linear de sulco, antes do plantio.

Os adubos minerais nitrogenados, quando distribuídos nos sulcos, antes do plantio, só ou em mistura com outros adubos, ocasionam talhas por "queimarem" as manivas quando em contacto com elas. Quando necessários, serão aplicados em cobertura, junto às plantas, ao longo das linhas, trinta a sessenta dias após o plantio e na base de 300 a 400 kg de sulfato de amônio ou nitrocálcio por alqueire.

Observou-se que o índice de acidez da terra reflete condições de fertilidade que influem na resistência das plantas, no seu desenvolvimento vegetativo e na sua produção. As melhores plantações, mais desenvolvidas e produtivas foram constatadas em solos de pH entre 6 e 7, em condições naturais. Culturas mais fracas, pouco desenvolvidas, com maior incidência de bacterioses, pouco produtivas, foram encontradas em solos de pH entre 4,5 e 5, os quais apresentavam, também, baixo teor de matéria orgânica e elementos minerais no solo muito ácidos, principalmente quando estão presentes formas solúveis de ferro e alumínio. Neste caso, as adubações fosfatadas tornam-se menos eficientes em virtude da formação de fosfatos de ferro e de alumínio, insolúveis, e que não cedem o seu fósforo às plantas.

A calagem é o remédio para os solos ácidos. Corrige a acidez, torna melhores as condições químicas e físicas do solo, e assegura maior eficiência para a prática das adubações. A calagem deve ser feita com base na análise química do solo. Em geral, conseguem-se bons resultados pela aplicação de calcário dolomítico bem moído, na base de 3 a 5 toneladas por alqueire, anualmente, controlando-se o pH, até obter-se valor ao redor de pH 6,5. O calcário é esparramado a lanço por meio de máquinas que espalham, após a aração, sendo incorporado ao terreno com a gradeação.

Cálculo da Adubação e Calagem

Adubação de plantio: Em função dos teores de fósforo e potássio dados pela análise do solo.

Teor de potássio trocável mg/100 cm3

Teor de fósforo
(resina) em
mg/cm3

0,00 - 0,07 0,08 - 0,15  0,16 - 0,30  > 30 

Quantidade de fertilizantes a aplicar - kg/ha.

N P K N P K N P K N P K
00 - 06 0 80 60 0 80 50 0 80 40 0 80 30 
07 - 15 0 70 60 0 70 50 0 70 40 70  30 
16 - 40 0 60 60 0 60 50 0 60 40 0 60 30
 > - 40 0 50 60 0 50 50 0 50 40 0 50 30 


Adubação em cobertura: Aplicar 40 kg/ha de nitrogênio

Calagem: A quantidade de calcário deve ser calculada com base na análise do solo e de acordo com a fórmula: 

N.C. = T(V2 - V1) x f

100

NC = necessidade de calcário em ton/ha
T = capacidade de troca catiônica do solo ou a soma de k+Ca+Mg+H+Al, em e.mg/100cm3 de terra, dados pela análise do solo.
V2= porcentagem de saturação de bases desejada, para mandioca, usar 30%
V1= porcentagem da saturação de bases fornecida pela analise do solo.
f = 100/ORTN; fator de correção, considerando a qualidade do corretivo,
sobretudo, o grau de finura; pode-se usar f = 1,5

Email:
Senha:


Esqueci Senha
Cadastre-se
Receba as notícias
© 2001 - 2013 Criar e Plantar - Todos os direitos reservados