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Mandioca


Sistemas de plantio

O plantio se faz em sulcos a 10 cm de profundidade, usando-se manivas de boa grossura e sadias, com 20 a 25 cm de comprimento, colocadas horizontalmente no fundo dos sulcos, que são cobertos de terra. A posição das manivas, no fundo dos sulcos, deverá seguir a direção deste, não convindo dispo-las no sentido transversal ao sulco.

O operário leva as manivas em sacos presos a tiracolo, ou em um pano que lhe serve de avental. À medida que caminha dentro do sulco, atira as manivas de modo a corresponder uma a cada passo, a intervalos de 50 a 60 cm. Não haverá prejuízos se pisar sobre as ramas, calcando-as contra o solo.

No plantio de manivas inclinadas, empregam-se ramas com 30 cm de comprimento, que são fincadas pela base, até a sua metade, em posição inclinada (45 graus). Um leve bisel feito na base das estacas facilita o plantio e indica, a posição correta da maniva, a fim de não se inverter a sua posição, muito embora as manivas que brotarem possam produzir normalmente.

Segundo o sistema de plantio, de estacas longas e inclinadas, as manivas podem ser fincadas na terra recém-preparada, quando esta se acha ainda bem solta e fofa, cuidando-se apenas de se assinalar a direção das linhas. Um simples caibro com dois a três dentes espaçados de 1 a l,20m entre si, sendo arrastado por sobre o terreno, marcará sobre este a direção das linhas.

Quando a terra já não estiver tão solta, de modo a permitir uma fácil penetração das estacas, sulca-se o terreno a 15 cm de profundidade; cobrem-se os sulcos e, sobre a terra ainda fofa da cobertura, fincam-se logo as estacas. Este sistema de plantio apesar de ser mais trabalhoso e mais difícil e de exigir maior gasto de ramas, resulta num aumento econômico de produção por área. Isto se deve, principalmente, à maior porcentagem de brotação, em conseqüência da maior resistência das manivas mais longas, às condições de mau tempo, como seja um período de estiagem durante o plantio. Em outras regiões do mundo onde planta mandioca, cm países da África, em Madagascar, em Java, nas Filipinas etc., o plantio é feito fincando-se no solo as estacas de 30 cm, principalmente na posição vertical. Não é recomendável, entre nós, a posição vertical das estacas, para não aprofundar de muito o enraizamento.

Outros sistemas de plantio existem, inclusive o de leira; entretanto, o sistema já referido é que mais merecem citação.

Culturas intercalares

A consorciação de duas culturas dentro de uma mesma área redunda quase sempre no prejuízo de uma delas ou de ambas. Costuma-se fazer, o plantio de uma linha de milho, após cada cinco linhas de mandioca, quando esta é plantada tardiamente. A concorrência que faz o milho vai influir acentuadamente no crescimento das plantas de mandioca das duas linhas vizinhas, reduzindo-lhes de muito o crescimento e a produção.

O plantio da mandioca nas ruas de culturas perenes em formação, como soja, laranjal, é bastante prejudicial à cultura perene, retardando-lhes, de muito, o desenvolvimento, embora, para as plantas de mandioca, possa até ser vantajoso em virtude do aproveitamento do adubo e do maior espaçamento dado entre as suas plantas. É aconselhável, evitar-se a consorciação.

Sulcamento do terreno

Pode-se usar sulcador tipo "bico-de-pato", ou aradinho de aiveca, tração animal, a 10 cm de profundidade. O implemento com 2 sulcadores dos tratores pequenos, rodas de borracha, realiza bom trabalho. Em grandes áreas, empregue-se o implemento para 4 sulcos com ou sem adubadeira, dos tratores médios, rodas de borracha, que permite a coincidência das linhas na cobertura dos sulcos, e nos cultivos.

Cobertura dos sulcos

O sulco, quando feito com aradinho de aiveca, pode ser coberto com o mesmo instrumento que se passa em sentido contrário e por sob a leira de terra por ele deixada, ou, quando se sulcar a terra com o trator e o implemento para 4 sulcos, cubram-se estes com a mesma máquina, adaptando-se os discos tapadores ao implemento. Quando o sulcamento é realizado com sulcador comum que atira a terra para a direita e para a esquerda, um serviço prático, barato e perfeito consegue-se pelo uso de um cultivador "Planet", com tração animal; dele se retiram, para isto, as peças escarificadoras dianteiras, deixando-se apenas as duas "aivequinhas" traseiras usadas para o serviço de amontoa, trocando-se, porém, a posição destas últimas, isto é, passando-se a da direita para a esquerda e vice-versa, elas conduzirão a terra das margens do sulco para dentro deste. Adaptando-se um rolete de madeira, com cerca de 30cm de comprimento e 20cm de diâmetro, na parte traseira do "Planet", a terra de cobertura será levemente comprimida.

Espaçamento

Nas terras mais fracas, mesmo adubadas, ou nas de mediana fertilidade, e também, adubadas, plantar a 1,00m entre linhas e 0,50m a 0,60m entre plantas. Em solos férteis, onde o desenvolvimento das plantas é maior, plantar a 1,20m entre linhas e 0,50m a 0,60m entre plantas. Muitas vezes, não se planta, em determinada área, o número teórico de manivas que ali caberia, segundo o espaçamento adotado. A tendência é plantar uma quantidade menor. Considerando-se que, mesmo em condições aparentemente boas, pode-se contar 15 a 20% de falhas por várias causas, verifica-se a importância de se procurar a execução certa das medidas do espaçamento adotado.

Principais ervas daninhas

A predominância das espécies de ervas daninhas na cultura é variável, de acordo com a região, uma vez que as condições de clima e solo é que influem nesse particular. Dentre elas, as mais importantes, em nosso meio, são as seguintes: grama-seda (Cynodom dactylon, L.); capim-marmelada (Brachiaria plantaginea Link); tiririca (Cyperus rotundus, L); capim-colchão (Digitaria sanguinalis (L.) Scop.); capim pé de galinha (Eleusine indica (L.) Gaentn); picão (Bidem pilosa L.); beldroega (Portulaca oleraceae, L.); carrapicho-comum (Cenchrus echinatus, L.); pé de carneiro (Acanthospermum hispidum, DC); cordão de frade (Leonotis nepetaefolis (L.) R.Br.) e guanxumas (Sida spp.). Além dessas, ocorrem também muitas outras. Muitas vezes, porém apenas uma ou duas dentre elas é que constituem problema para o lavrador.
Em regra geral, as três primeiras acima citadas são as que maiores dificuldades apresentam nas capinas, oferecendo, o carrapicho comum, grande desconforto para o operário, pela maneira agressiva com que adere em suas vestes.

É principalmente no inicio da formação do mandiocal que as ervas daninhas determinam sério atraso no desenvolvimento das plantação, refletindo, muitas vezes, grande queda de produção de raízes, diminuindo, as vantagens das demais práticas agrícolas.

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