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Milho


Generalidades

Atualmente, dentre os cereais cultivados no mundo, o milho coloca-se em terceiro lugar, sendo superado apenas pelo trigo e arroz.

A importância desse cereal não se restringe ao fato de ser produzido em grande volume e sobre imensa área cultivada, mas, também, pelo papel sócio-econômico que representa. É usado diretamente na alimentação humana e de animais domésticos, que em última análise chegam à nossa mesa na forma de carne, ovos, leite, queijos, etc. Constitui matéria-prima básica para uma série enorme de produtos industrializados, criando e movimentando grandes complexos industriais, onde milhares de empregos são criados. Na atividade agrícola, ou seja, na produção propriamente dita, centenas de milhares de pessoas encontram seu sustento, número fase grandemente aumentado se levarmos em consideração as pessoas envolvidas no transporte, armazenamento e comercialização desse cereal.

Por outro lado, se atentarmos parte os elementos necessários à produção, vamos encontrar grandes indústrias de máquinas, fertilizantes e defensivos, que tem sua atividade em grande parte orientada em função da produção do milho.

Os Estados Unidos da América do Norte é o maior produtor mundial de milho. O Brasil, apesar de ser um dos maiores produtores, importa milho quando ocorre valorização do dólar e dos insumos cotados por esta moeda. 

O Brasil, apesar de ser um dos grandes produtores mundiais, apresenta um rendimento muito baixo, se comparado com rendimentos alcançados em outros países como o Canadá, Suíça, EUA e França, superiores a 4.500 kg/ha.

O milho sendo uma planta relativamente rústica, no nosso meio, ela sofre uma diversificação muito grande em seu grau de tecnificação. Encontramos culturas instaladas dentro dos mais rigorosos preceitos técnicos até a cultura de fundo de quintal. É preciso conscientizar os produtores que para produzi-la a custos baixos, há necessidade de seguir à risca as recomendações técnicas mais avançadas, para o que é indispensável a aquisição de máquinas, fertilizantes, defensivos, sementes de boa qualidade, etc.

História

Em relação a história e origem do milho, dois pontos se envolvem num mistério, que até hoje tem sido objeto de muita especulação por parte dos pesquisadores. Pode-se afirmar que o milho é uma das plantas cultivadas mais antigas. Estudos arqueológicos fornecem elementos que permitem afirmar que o milho já existia como cultura, ou seja, em estado de domesticação, há cerca de 4.000 anos e já apresentando as principais características morfológicas que o definem, botanicamente na atualidade.

Quando Cristóvão Colombo descobriu a América, o milho constituiu-se, dentre os vegetais, a base alimentícia dos indígenas que aqui viviam e era cultivado desde a Argentina até o Canadá. Arqueologistas pesquisando na cidade do México descobriram grãos de pólen com cerca de 60.000 anos. Em escavações levadas a efeito na região sudeste do México, encontrou-se espigas de milho primitivo, com cerca de 5.000 a 6.000 anos de idade. Na América do Sul, no Peru, os fósseis mais antigos encontrados possuíam idade de 2.700 anos antes de nossa época.

Esses estudos permitem afirmar que o milho, provavelmente, teve origem no hemisfério americano do norte. Existe outra corrente que sugere a região de origem do milho como sendo a Ásia, mas os argumentos apresentados são menos convincentes.

Logo após a descoberta da América, o milho foi levado para Espanha, Portugal, França e Itália, onde era a princípio cultivado em jardins mais como planta exótica e ornamental. Uma vez reconhecido seu valor alimentar, passou a ser cultivado como planta econômica e difundiu-se para o resto da Europa, para Ásia e Norte da África e hoje praticamente é cultivado no mundo todo, exceto em regiões que apresentam limitações climáticas.

Muitas teorias existem procurando explicar a origem do milho e esse assunto tem empolgado muitos pesquisadores que se dedicam profundamente nesse estudo. Alguns sugerem que o milho originou-se do teosinto, ou mesmo dos ancestrais dessa planta que é um parente próximo do milho. Outros sugerem que se originou de um milho primitivo tunicado, mas, por outro lado, ignora-se a origem desse milho primitivo.

Botânica

Dentro da classificação botânica, o milho pertence à ordem Gramineae, familia Grimanaceae, sub-famflia Panicoideae, tribu Maydeae, gênero Zea, espécie Zea may. O Gênero Zea é considerado monotípico e constituído por uma única espécie, ou seja, Zea mays L.

Descrição da Planta

Semente: A semente lançada ao solo, havendo condições favoráveis de unidade e temperatura, germina após 5 ou 6 dias.

A semente do milho é um tipo especial de fruto, botanicamente classificado como cariopse. Apresenta basicamente três partes: o pericarpo, endosperma e o embrião. O pericarpo é a camada mais externa, fina resistente, constituindo a parede externa da semente. O endosperma é a parte mais volumosa da semente, é envolvida pelo pericarpo e constituída de substâncias de reserva principalmente o amido e outros carboidratos. A parte mais externa do endosperma e em contato com o pericarpo denomina-se camada de aleurona, rica em proteínas e enzimas, que desempenham papel importante no processo de germinação. O embrião encontra-se ao lado do endosperma e parcialmente envolvido por file.

O embrião nada mais é do que a planta em miniatura, pois já possui primórdios de todos os órgãos da planta desenvolvida.

Sistema radicular: No inicio da germinação, a parte do embrião correspondente à radícula desenvolve-se em uma raiz, rompendo as camadas externas da semente, aprofunda-se no solo, em sentido vertical. Logo em seguida surgem as raízes secundárias que se ramificam intensamente e a raiz primária se desintegra. Posteriormente, há o aparecimento das raízes adventícias que partindo dos primeiros nós do colmo orientam-se no sentido de atingir o solo. Essas quando chegam a alcançar o solo, ramificam intensamente contribuindo par melhor fixação da planta.

As raízes secundárias e adventícias intensamente ramificadas num sistema radicular denominado fasciculado, esse sistema raramente penetram mais que 40 cm  no solo e plenamente desenvolvido atinge um raio de cerca de 50 cm em torno da planta.

Parte aérea da planta: Na planta de milho, recém germinada, quando apresenta cerca de 15 cm de altura, o caule já se encontra completamente formado, possuindo todas as folhas, os primórdios da inflorescência feminina que se constituirá na espiga, localizada na axila das folhas e também primórdios da inflorescência masculina (flecha ou pendão), situada no ápice do caule. Desse ponto em diante, o crescimento da planta é resultante do aumento das células em número e volume.

A parte aérea da planta atinge a altura em torno de 2 metros, podendo variar em função da variedade ou híbrido, condições climáticas, fertilidade do solo, etc..

É constituída pelo colmo que é ereto, via de regra, não ramificado, apresentando nós e inter-nós também denominados meritalos, de natureza esponjosa, relativamente ricos em açúcares o que lhes confere sabor adocicado.

As folhas dispõem-se alternadamente e inserem-se nos nós. São constituídas de uma bainha invaginante, pilosa de cor verde clara e limbo-verde escuro, estreito e de forma lanceolada, possuindo bordos serrilhados com uma nervura central vigorosa e em forma de canaleta. Entre a bainha e o existe a lígula que é estreita e de natureza membranosa.

A planta do milho é monóica, isto é, possui os dois sexos na mesma planta, separados em inflorescências diferentes.

Assim é que possui as flores masculinas numa panícula terminal, conhecida pelo nome de flecha ou pendão e as femininas em espigas axilares.
A panícula, que contém as flores masculinas, é formada por um central que termina num ramo principal, abaixo do qual partem lateralmente ramificações secundárias, que podem ramificar-se dando as terciárias.  A região de ligação da panícula com o caule constitui o pedúnculo. Essa inflorescência pode atingir de 50 a 60cm de comprimento possuindo coloração variável podendo ser esverdeada, marrom ou vermelho escuro.

As flores masculinas dispõem-se ao longo do ramo principal e das ramificações. Cada flor é constituída de 3 estames protegidos por duas formações membranosas chamadas lema e palea. Dois desses conjuntos são protegidos por duas plumas formando uma espigueta. Essas espiguetas são inseridas nos ramos das inflorescências em grupo de duas, sendo uma pedunculada e outra séssil, ou seja, sem pedúnculo. Essas duas flores amadurecem seus grãos de pólem em períodos diferentes, sendo que a produção de pólem dura cerca de 8 dias e cada panícula pode produzir até 50 milhões de grãos de pólen.

A inflorescência feminina, ou espiga, é constituída por um eixo ou ráquis (sabugo) ao longo do qual dispõem-se as reentrâncias ou alvéolos. Nesses alvéolos, desenvolvem-se as espiguetas aos pares como na inflorescência masculina. Cada espigueta é formada por duas flores, sendo uma fértil e outra estéril. Cada flor é coberta por duas glumelas e o conjunto de duas flores é recoberto por um par de glumas. Cada flor feminina é constituída de um ovário unilocular, ou seja, com uma única loja no interior da qual existe um único óvulo. Saindo do ovário desenvolve-se o estilo-estigma bífido, dividido em dois na sua extremidade livre. O conjunto de estilo-estigma é que vem a constituir o cabelo, barba ou boneca do milho. A espiga externamente é protegida pelas palhas.

Polinização no milho: A polinização consiste na transferência do grão de pólen da antera da flor masculina ao estigma das flores femininas. A planta de milho, pela sua organização morfológica, impede que haja autofecundação, ou seja, a polinização de uma espiga por grãos de pólen da mesma planta. O grão de pólen de uma planta, normalmente através de agentes naturais1 principalmente correntes aéreas, atinge a barba da espiga de outras plantas. Ocorre normalmente apenas cerca de 2% de autofecundação, razão pela qual se diz que o milho é tipicamente uma planta de polinização cruzada. Para que haja polinização, há necessidade que as flechas estejam soltando pólen e a receptividade das barbas seja coincidente com essa soltura de pólen. Normalmente as barbas ficam receptivas por vários dias, assim como a flecha também solta pólen por vários dias. Essa situação garante a polinização de todas as espigas e se algum fator estranho ocorrer, pode haver queda da produção devido a uma polinização deficiente.

Uma vez processada a polinização, ocorre a fecundação propriamente
dita, que é um fenômeno complexo, resultando a formação do fruto comumente denominado grão.

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