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Milho


Clima e Solo

O milho é uma planta que exige, durante o seu ciclo vegetativo, calor e umidade suficientes para produzir satisfatoriamente, proporcionando rendimentos compensadores.

Pelo grande número de variedades existentes e o aprimoramento dos métodos de melhoramentos através da Genética, criando novas variedades e híbridos, esse cereal encontra possibilidade de cultivo em uma larga faixa do globo com grandes variações climáticas, apesar de sua origem tropical.

Quanto à latitude, encontramos o milho sendo cultivado desde 58ºN no Canadá e União Soviética, até 40ºS na Argentina. No que se refere à altitude, é produzido desde altitudes negativas, ou seja, abaixo do nível do mar, na região do mar Cáspio até altitudes de 3.600 metros nos Andes Peruanos.

Para as zonas temperadas, que possuem verão curto com dias longos, existem variedades precoces que em apenas 3 meses após semeadas, podem ser colhidas. Para as regiões equatoriais úmidas o ciclo da planta poderá atingir 10 meses ou mais. Nas regiões subtropicais ou tropicais, como ocorre no Planalto Central do Brasil, cultiva-se normalmente variedades ou híbridos de ciclo intermediário.

A temperatura é fator limitante para a cultura do milho, existindo trabalhos demonstrando que, em regiões onde a temperatura média diária no verão é abaixo de 19,5ºC ou a temperatura média da noite cai abaixo de 12,8ºC, o milho não tem condições de produzir.

Quanto à capacidade de germinar e iniciar o desenvolvimento vegetativo, poucas linhagens conseguem germinar satisfatoriamente em temperaturas abaixo de 10ºC.

O período de florescimento e maturação é acelerado em temperaturas médias diárias de 260C e retardado abaixo de 15,5ºC.

Quanto ao regime pluviométrico, regiões onde a precipitação varia de
250mm até 5.000mm anuais possibilitam a instalação da cultura de milho.

Admite-se que o mínimo de 200 mm de precipitação, durante o verão, é indispensável para a produção sem irrigação.

O clima mais favorável à cultura é aquele que apresenta verões quentes e úmidos durante o ciclo vegetativo, acompanhado de invernos secos o que vem a facilitar a colheita e o armazenamento.

No Brasil, com exceção de algumas regiões da Bacia Amazônica, do Nordeste e extremo Sul, não há limitação climática para a produção do
milho.

Escolha do terreno

A escolha do terreno para a cultura do milho tem grande importância para que se consiga produções elevadas, capazes de proporcionar lucros compensadores. Deve-se destinar a essa cultura, preferivelmente, as glebas que possuem solos férteis, profundos, soltos e de boa permeabilidade à água e ao ar. Os solos encharcados não se prestam à cultura do milho.

As glebas devem ser planas ou apresentar inclinações suaves, permitindo assim a maior mecanização possível de todas as operações exigidas pela cultura. Nas glebas muito acidentadas, não permitindo a mecanização, tem que se empregar mais mão-de-obra para realizar as operações necessárias, fazendo com que os lucros diminuam, além de apresentarem sérios problemas de controle da erosão, provocada pelas enxurradas.

Solo

Uma vez escolhido o terreno, o lavrador deve retirar a amostra do solo e enviá-la ao laboratório, onde será realizada a análise química através de laboratórios ou das Casas da Agricultura. A coleta de amostras de solo deve ser efetuada com bastante antecedência, para que as recomendações de adubação cheguem às mãos dos lavradores em tempo adequado. Assim a aquisição de corretivos e fertilizantes será feita com certa antecedência, evitando atropelos de última hora. Agindo dessa maneira, o lavrador terá tempo suficiente para se informar convenientemente sobre os fertilizantes a serem adquiridos e também a firma que lhe possa fornecê-los a melhores preços e condições. O lavrador não deve se esquecer do fato de que saber comprar influi também no lucro final de seu empreendimento.

As instruções, para a coleta de amostras de terra para a análise química, devem ser observadas atenciosamente pelos lavradores. Essas instruções encontram-se detalhadamente descritas no verso do formulário que deve ser preenchido pelo lavrador e, se possível, com o auxílio de um Técnico. É interessante frisar que alguns laboratórios não procedem a análise de solo sem que esse questionário seja  preenchido.

Outro ponto importante é a exatidão das informações que devem ser prestadas por ocasião do preenchimento desse questionário. Esse questionário consciente, exato e completamente preenchido, constitui um elemento de muito valor para o técnico que vai recomendar a adubação. Permite, juntamente com os dados obtidos no laboratório, fazer a recomendação mais adequada, principalmente do ponto de vista econômico.

Preparo do solo

O milho, como todas as culturas, tem necessidade de ser semeado num terreno bem preparado, sem o que a semente não terá condições favoráveis para uma boa germinação e também a planta terá dificuldades para desenvolver-se, acarretando queda da produção. Um bom preparo do solo visa, primordialmente, melhorar a relação solo-ar-água, além de eliminar as ervas daninhas que normalmente infestam as glebas, nos períodos que ficam desocupadas entre uma cultura e outra. Para que o preparo de solo seja satisfatório e as plantas venham se beneficiar, deve-se proceder, em primeiro lugar e preferencialmente, com alguma antecedência, a destruição dos restos da cultura que ocupou a gleba no ano anterior. Para isso o lavrador lança mão de grade de discos, roçadeira de pasto ou rôlo-faca. Não possuindo esses implementos, deve-se fazer o enleiramento desses restos no sentido de "cortar as águas" ou seguindo as curvas de níveis, se estas já estiverem marcadas sobre a gleba. Essa medida visa proteger o solo contra a ação das enxurradas, evitando a erosão e as queimadas, que podem vir, com o correr dos anos, comprometer seriamente a fertilidade do solo. A destruição dos restos culturais facilitar a sua decomposição bem como as operações, seqüentes, principalmente, a aração, semeadura e operações de cultivo.

A aração deve ser processada a urna profundidade de 15 a 20cm, em número de uma ou duas conforme as condições e o tipo de solo. Se o terreno vem sendo cultivado seguidamente durante os últimos anos, uma única aração é suficiente. Se for terreno de pastagem ou estiver em descanso, enfim, estiver mais "sujo", poderá haver necessidade de duas arações, para que todos os restos fiquem bem enterrados e não venham a constituir obstáculos para as operações futuras, principalmente a semeadura que é uma operação que deve ser realizada com bastante capricho e exatidão.

Segue a operação de gradagem que nos solos leves, arenosos, uma só, nas vésperas da semeadura, é o suficiente. Nos solos mais pesados, argilosos (terra roxa), pode haver necessidade de mais de uma gradagem.

Qualquer que seja o tipo de solo e as condições em que se encontra, o importante é que, no final do preparo, esteja bem destorroado, para que as sementes e posteriormente as plantas encontrem as melhores condições de germinar e desenvolver-se bem.

A gradagem feita nas vésperas da semeadura serve também para evitar que as ervas daninhas concorram com as plantas de milho, logo no início de seu desenvolvimento, época essa em que são mais prejudicadas pela concorrência de plantas invasoras.

A destruição dos restos culturais pode ser iniciada desde terminada a colheita anterior, geralmente do mês de maio em diante, até fins de agosto. No início de setembro, ou mesmo antes, havendo condições de umidade ou conforme o tipo de solo, já se inicia a atação seguida das gradagens necessárias. Essas épocas referem-se às condições do Estado de São Paulo. O importante é que, no período compreendido entre fim de setembro e início de outubro, o solo esteja em perfeitas condições de receber as sementes.

A conservação do solo implica numa série de medidas, todas orientadas no sentido de preservar ou melhorar a sua fertilidade e evitar as perdas por erosão. Assim é que o lavrador deve manter o controle sobre queimadas, adubações, rotação de culturas, executar culturas em faixas alternadas, alternar capinas, adotar plantio em nível, construir cordões em contorno e fazer terraceamento. As práticas mecânicas de conservação do solo devem ser aliadas às práticas vegetativas para que o conjunto se reflita numa conservação racional, eficiente e segura.

Sendo um conjunto de práticas relativamente complexo, o lavrador deve sempre recorrer a um Técnico para que seja devidamente orientado, evitando assim perda de tempo e dinheiro.

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