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Carneiro Santa Ines - Por Vera L

Olá!
Preciso de ajuda, tenho alguns carneiros da raca santa ines e de uns dias para cá tenho observado que alguns estao com um carroco bem duro em varias partes do corpo,barriga pescoco e cabeca, com o passar dos dias o carroco fica mole e ele estoura e é preciso espreme-lo.
E esse carroco se parece com um furunculo, o que pode estar acontecendo, e o que devo fazer?
Muito obrigada, aguardo sua resposta.

06/11/2007 01:25:27
José Pavan Neto - Zoot Jr USP

Prezada, Provavelmente seus carneiros estão com linfoadenite caseosa, conhecida como "mal do caroço". A linfoadenite caseosa é um processo inflamatório de linfonodos, caracterizado pela formação de abscessos de paredes espessas e com conteúdo purulento de aspecto caseoso e amarelado, causada pelo Corynebacterium pseudotuberculosis que acomete caprinos, ovinos e, raramente, bovinos. Como o agente é eliminado com o exsudato purulento dos abscessos, pode infectar outros caprinos através de ferimentos na pele (70% da penetração é cutânea) ou pela ingestão de água e alimentos contaminados. Acompanha-se a evolução do "caroço" e, assim que é possível, procede-se à drenagem do abscesso, seguindo-se uma vigorosa lavagem e aplicação de um sedenho (gaze embebida em solução de iodo a 10%), no local. Deve-se queimar a secreção obtida para evitar a contaminação ambiental. Animais enfermos devem ser eliminados para evitar a contaminação de outros animais. Para maiores informações visite a seção veterinária de caprinos e ovinos do site criar e plantar. Atenciosamente, José Pavan Neto - Zoot Jr USP

01/12/2007 15:07:00
Carolina Faria Pires Gama Rocha

Prezada Vera, Muito provavelmente seus animais estão com linfoadenite caseosa, que é uma doença muito presente principalemente em rebanhos da raça Santa Inês, que é causada por uma bactéria que se aloja no sistema linfa´tico e que pode gerar aumento do tamanho de linfonodos, que são exatamente esses abcessos que você vê, que geralmente nascem exatamente no pescoço,cabeça, peito e enfim: localização dos linfonodos. O abcesso(conhecido como caroço) realmente vai perdendo a cobertura de pêlos e ficando careca. O tratamento só pode ser feiro quando estiver careca. Deve-se abrir bem o abcesso com um bisturi(cuidado com o material que sair que é muito contagioso, também para humanos). Apertar o abcesso com um saco de plástico até sair o máximo possível de material. Com uma faze e pinça limpar o abcesso bem, retirando omáximo de material possível. Limpar com iodo e depois com iodo a 10 % sem álcool. Deixar um sedenho (gase nmolhada com muito iodo a 10%) dentro do abcesso limpo e limpar ao redor da ferida. Deixe o sedenho por uns 4 dias. Retire o sedenho e acompanhe a recuperação. O animal deve, preferencialmente, ser isolado dos outros, e só colocá-lo com os outros animais quiando estiver recuperado completamente. Normalmente o animal que já demonstrou os abcessos típicos de linfadenite irá manter a bactéria circulante em seu organismo e geralmente na próxima incidiva da doença, seus órgãos também já estarão acometidos pela bactéria. Assim, sua carcaça não será tão bem aproveitada quanto a de um animal sadio. Mas a doença não poderá ser transmitida pela ingestão da carne (apesar da bactéria ser muitíssimo contagiante). Lembre-se que por se tratar de uma zoonose, no tratamento dos abcessos, deve-se tomar muito cuidado para não ocorrer contato direto com as bactérias, usando-se sempre luvas e queimando-se todo o material retirado do abcesso e utilizado para a sua limpeza. Minha dica é de criar-se um kit para o tratamento desses abcessos, no qual a mata bicheira, por exemplo, seria utilizada somente para casos de linfadenite. Diminuindo assim o cointágio par animais sadios. Outra dica é a criação de uma baia somente para tratamento de animais acometidoa com linfadenite. Espero ter ajudado. Para mais informações mande um e-mail. Carolina Faria Pires Gama Rocha Graduanda Faculdade de Medicina Veterinária USP Universidade de São Paulo Gerente de Animais de Produção EJAV -USP Empresa Junior de Assistência Veterinária USP www.fmvz.usp.br/ejav

15/12/2007 00:31:42

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