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A horticultura


Adubação

 Mistura de adubos

Convêm que se mostrem num gráfico bastante elucidativo os adubos que podem e os que não podem ser misturados.

colocar imagem

Compatibilidade e incompatibilidade dos adubos

Pode-se afirmar que existem dois tipos de incompatibilidade entre adubos:

- incompatibilidade física: que é observada quando queremos misturar indevidamente dois ou mais adubos, sendo um deles hidroscópico (muito úmido) transmitindo, portanto, umidade aos demais;

- incompatibilidade química: que se dá quando a mistura de dois ou mais adubos, resulta em perda por volatilização ou na conversão de formas solúveis em formas insolúveis ou ainda provocando os efeitos da “retrogradação” que é a passagem de uma forma facilmente assimilável para outra de difícil assimilação.

Adubos Orgânicos

Composição e efeitos

A matéria orgânica do solo resulta principalmente de resíduos vegetais, embora os restos animais contribuam significativamente na sua formação. Assim o gado, os microorganismos do terreno, os insetos e o próprio homem, direta ou indiretamente, participam na decomposição dos resíduos vegetais e na sua distribuição pelas camadas do solo. Por essa e outras razões é que encontramos terrenos com diferentes níveis de matéria orgânica. Esses níveis alcançam o valor máximo nos solos turfosos e descem ao valor mínimo nos solos desérticos. Esterco de curral é o que há de mais precioso numa propriedade agrícola.

A composição química da matéria orgânica é bastante complexa, variando desde o material fresco que tem os mesmos componentes nos organismos vivos, até os produtos do desdobramento destes.

As substâncias das quais a matéria orgânica se origina podem ser classificados em 3 grupos: polissacarídeos: celulose, hemicelulose, amido e substâncias pécticas; lignina: ocorre nos tecidos lenhosos das plantas e protrína: é a fonte do nitrogênio para as culturas.

A matéria orgânica no solo causa um efeito melhorador das propriedades físicas, químicas e biológicas; além de reservar os nutrientes para as culturas.

Neste segundo efeito, ela pode ser substituída com vantagens pelos adubos minerais, mas, em relação ao primeiro, é considerada insubstituível.

Esterco de curral

Na composição deste adubo orgânico entram invariavelmente três componentes: fezes, urina e cama.

Os dois primeiros componentes - fezes e urina - geralmente são produzidos por eqüinos, bovinos, ovinos, suínos e aves.

O terceiro componente – cama - é fornecido por materiais diversos tais como: palhas, folhas secas, serragem, turfa e terra. As primeiras são as mais usadas.

Os excrementos sólidos dos eqüinos e ovinos por serem menos aquosos e entrarem em decomposição mais rapidamente com pronunciado aumento de temperatura são chamados excrementos quentes, enquanto que dos bovinos e suínos pelas razões contrárias, são, chamados excrementos frios.

O quadro que segue nos mostra a composição química dos excrementos sólidos e líquidos dos diversos animais.

Compomente

Equinos

Bovinos

Ovinos

Suínos

Sol %
Liq %
Sol %Liq %Sol %Liq %Sol %Liq %
Água
75;8
90;0
83;5
93;8
65;5
87;5
81;0
97;0
Matéira orgânica
21;0
7;0
14;6
3;2
31;4
8;0
12;0
2;1
Cinzas
4;2
3;0
1;9
3;0
3;1
4;5
4;0
1;2
Nitrogênio
0;44
1;5
0;3
0;6
0;6
1;9
0;6
0;4
Fósforo
0;32
0;9
0;17
-
0;3
-
0;3
0;1
Potássio
0;35
1;6
0;1
1;3
0;15
2;3
0;3
0;8

Pela análise do quadro, conclui-se que os excrementos sólidos são mais ricos em matéria orgânica e fósforo que os excrementos líquidos, isto porque os animais em questão são herbívoros (alimenta-se de vegetais).

Com relação ao potássio, encontramos as maiores porcentagens deste elemento na urina (excremento líquido).

Geralmente o nitrogênio é encontrado em maiores porcentagens também na urina, salvo para o caso dos suínos.

É interessante, também, saber qual a quantidade de excrementos fornecidos pelos animais por dia a fim de que possamos calcular a quantidade de esterco que podemos produzir na propriedade agrícola.

No quadro que se segue apresentamos as médias diárias e anuais de excrementos produzidos por 1.000 Kg de peso vivo por diferentes espécies de animais.

Animal
kg sólidos
p/ dia
kg líquidos
p/ dia
kg totais
p/ dia
toneladas
p/ ano
Cavalo
20
05
25
9,1
Vaca leiteira
25
10
35
12,7
Bezerro em engorda
15
06
21
7,6
Suínos
24
17
41
15,0
Ovinos11
06
17
6,2
Aves
---
---
12
4,3

De posse dos dados acima e sabendo-se que, para produzir 1 tonelada de esterco de curral, são necessários 7/8 do peso, em esterco, e 1/8 na forma de cama teremos aproximadamente:

1 tonelada de esterco de curral = 875 Kg de esterco + 125 Kg de cama.

Contudo, devemos considerar, ainda, que o esterco recém produzido pelos animais nunca está em condições de ser aplicado no solo prontamente. Sabe-se que 1/3 em média se perde; teremos, então, um peso aproximado de 700Kg ao invés de 1 tonelada (1.000 Kg).

Depois de sabermos como se produz o esterco de curral, teremos que pensar na sua conservação pois sua produção é contínua, ao passo que o seu gasto se efetua em determinadas épocas. Para se conservar este adubo orgânico de tão grande utilidade na olericultura, construiremos as esterqueiras, da qual já nos referimos anteriormente.

Composição química do esterco

A composição química do esterco de curral curtido é variável. Esta variação se deve principalmente ao seu teor em água, ao sistema que foi empregado para sua conservação e, logicamente, na riqueza das fezes, em elementos minerais, dos animais que as produziram.

Todavia, os seguintes dados podem ser considerados como básicos.
Água .......................................................75,00%
Matéria orgânica .....................18,0% a 20,0%
Cinzas ..........................................4,0% a 5,0%
N ................................................. 0,4% a 0,5%
P2O5 ............................................. 0,2% a 0,3%
K2O5 .............................................0,4% a 0,6%

Ação fertilizante do esterco

O esterco exerce múltiplas ações diretas e indiretas. O seu efeito direto é devido a presença de todos os elementos fertilizantes em quantidades percentualmente pequenas, mas significativas, devido às grandes doses que são usados.

Não há dúvida que, como simples fonte de nutrientes, o esterco pode ser substituído com vantagem econômica pelos adubos minerais. Entretanto, os efeitos indiretos que o esterco é capaz de produzir em vista do seu alto teor em matéria orgânica, não podem ser conseguidos pelos fertilizantes minerais que dela não dispõem.

Adubos verdes

Adubação verde é feita com o plantio de uma leguminosa (só leguminosa), que produzem, em média, as seguintes quantidades de massa:

Crotalária junceae ............................................................ 20 t/ha
Feijão de porco ................................................................ 11 t/ha
Soja perene ........................................................................ 14 t/ha
Mucuna anã ....................................................................... 13 t/ha
Guandu ............................................................................... 15 t/ha

A crotalária e o guandu são arbustos e só devem ser plantadas sozinhas. Feijão de porco, soja perene e mucuna são plantas baixas e não trepadeiras. Portanto, podem ser plantadas nas entrelinhas de um pomar.

As culturas de adubos verdes são feitas com finalidade de serem incorporadas ao solo para melhorá-lo física, química e biologicamente.

O nome adubação verde se deve ao fato das plantas que estão servindo de adubo serem enterradas ainda jovens.

Usualmente utilizam-se leguminosas (crotalária, guandu, feijão de porco, soja perene etc.) para se fazer uma adubação verde e as plantas que a ela se destinam devem procurar satisfazer as seguintes condições:

  1. Pertencer à família das plantas leguminosas, pois estas vivem associadas com bactérias do gênero rhizobium capazes de fixar o nitrogênio molecular, isto é, nitrogênio do ar;
  2. Possuir sementes do tamanho médio (1.000 a 50.000 sementes por quilo);
  3. Ter crescimento rápido;
  4. Produzir massa verde em abundância;
  5. Produzir sementes fáceis e abundantes;
  6. Ser resistente a pragas e moléstias;
  7. Ser de fácil incorporação e decomposição no solo;
  8. Não ser trepadeira.
Ação fertilizante

Quando se empregam adubos verdes, deve-se cortá-los com grade de discos, estando as plantas ainda imaturas, antes da florada.

Explica-se este procedimento pelo fato das plantas neste estágio de desenvolvimento serem mais ricas em elementos minerais de fácil incorporação e decomposição no solo.

Quando as leguminosas são cortadas depois de floridas ou frutificadas, pouco resta da sua riqueza para cedê-la ao solo.

Este tipo de adubo pode ser de uso limitado nas explorações hortícolas (caseira e intensiva), deixa de ser comentado com amplos detalhes, como o esterco de curral, por este se prestar, mais especificamente, a olericultura.

O emprego dos adubos verdes encontra maiores possibilidades na exploração hortícola quando esta é feita em grandes áreas - culturas extensivas.

Composto

O composto é um adubo orgânico proveniente da mistura de todos os resíduos existentes ou produzidos na propriedade agrícola, reunidos e preparados com a finalidade de melhorar física, química e biologicamente as propriedades do solo.

As cinzas de cozinha, reboco, folhas caídas das árvores, mato capinado, lama, lixo, pala de milho, etc. bem misturados e depositados em covas para se decompor completamente, constituem material de primeira ordem para a adubação das hortaliças.

Material inoculante: na produção do “composto” tem-se necessidade de um material que funcione como fonte de microorganismo que atuarão sobre o material orgânico para decompô-lo.

Um bom inoculante pode ser preparado da seguinte maneira:
30 litros de estrume fresco;
35 litros de estrume em fermentação;
5 litros de cinzas de madeira;
5 litros de terra urinosa e água suficiente para tornar a mistura mais líquida do que sólida.

Uma vez preparado o material inoculante, distribui-se sobre a camada de detritos, juntamente com palha de café e cama de animais para, juntamente, sofrerem a fermentação.

Terra urinosa é aquela proveniente da raspagem de mangueirões ou cocheiras, rica em bactérias e fungos.

Preparo do composto

No preparo do “composto” pode-se utilizar vários métodos, sendo os mais conhecidos os de Howard (Indore) e o Aloisi Sobrinho.

- Aloisi Sobrinho: distribui-se o material básico (lixo, palha de milho, lama, folhas caídas das árvores, mato capinado, etc.) numa área de 4 x 9 metros e numa camada de 5 cm de espessura; molha-se com água e esparrama-se a mistura inoculante, junta-se a seguir uma camada de 5 cm de cama de animais, palha de café ou material semelhante.
Torna-se a molhar e a esparramar mistura inoculante. Repete-se tudo novamente, até se conseguir um monte de 60 a 80 cm de altura. Completada a instalação, distribui-se uma camada de palha por cima apenas para proteger o monte.

Deve-se observar que, ao se fazer o monte, não haja muita compressão do material, pois isto dificultaria o arejamento, fator preponderante para a perfeita curtição do composto.

Como medida de precaução para facilitar o arejamento costuma-se abrir buracos verticais para a penetração do ar. Procede-se também aos reviramentos do monte, sendo o primeiro em 15 dias, o segundo e o terceiro com intervalo de 30 dias, finalizando a compostagem. O composto deverá ser mantido úmido, com regas freqüentes, sem exagerar. Deve-se manter o composto a uma temperatura de 60 a 70ºC.

É de todo interesse conservar o composto abrigado contra o sol e a chuva a fim de evitar perdas, principalmente de nitrogênio que ocorre quando da fermentação da amônia. Uma construção de baixo custo e apropriada é um simples rancho de pau a pique. As paredes deixam passar o excesso de umidade e o telhado impede os raios solares e a chuva. Em 3 ou 4 meses, o “composto” estará pronto para ser utilizado.

Composição, ação fertilizante e emprego

A composição dos compostos, em vista da heterogeneidade do material usado na sua fabricação, é muito variável.

Contudo, os seus valores médios, desde que se usem os materiais básicos citados, a mesma mistura inoculante, palhas de café, camas de animais, giram em volta de 0,82% do N; 2,20% de P2O5 e 0,13% K2O. A ação fertilizante e o emprego do composto equivalem a do esterco de curral curtido.

Outros adubos orgânicos

Além desses adubos comentados, existem outros, mas de emprego menos freqüente nas hortas, tais como os guanos, a farinha de sangue, a farinha de carne, as tortas oleaginosas etc. Um outro adubo orgânico de grande valor é o esterco de galinha. Na sua composição encontramos os seguintes teores: 2% de N; 2% de P2O5 e 1% de K2O. É um adubo mais rico em elementos minerais, que o esterco de curral.

Distribuição dos adubos

Aplicar o fertilizante no lugar certo é quase tão importante como usar formula e a quantidade adequada.

Existem diversos tipos de distribuição dos adubos:

1.“a lanço”: aplicação uniforme sobre a superfície do terreno.
2.“no fundo do sulco”: o adubo é colocado diretamente no fundo do sulco de plantio.
3.“em faixa”: o fertilizante é colocado em uma ou duas faixas ao lado da semente ou planta, em seu desenvolvimento.
4.“em linha”: coloca-se o adubo, recobre-se com uma camada terra e semeia-se.
5.“em coberturas” - “lateral” ou “superior”: o adubo é aplicado na cultura depois de germinada a semente.

A cobertura é lateral quando se faz a distribuição ao lado da linha de cultivo. A cobertura é superior quando se faz a distribuição sobre a cultura (não é utilizada na horta, só nas pastagens)

A localização dos adubos para as culturas das hortaliças é muito importante, sendo, no geral, aplicados de modo a se localizarem 5 cm mais ou menos abaixo da semente. Adiante será comentada individualmente, por cultura.

Adubadeiras

Inúmeras são os tipos de máquinas especializadas na sua distribuição. Essas máquinas denominam-se adubadeiras ou adubadoras.

Classificação

A classificação deste grupo de máquinas agrícolas é feita de acordo com vários itens.

Costuma-se classifica-las levando-se em conta a natureza do adubo ou a forma de distribuição ou, ainda, a tração da máquina:

Segundo a natureza do adubo
1 Adubadoras para adubos orgânicos sólidos
1.1 de 4 rodas;
1.2 de 2 rodas;
1.3 de 1.500 a 5.000 kg.

2 Adubadoras para adubos pulverulentos (químicos e sólidos), pode ser:
2.1 de adubação em linha;
2.2 a lanço
2.3 em cobertura
2.4 de calcário, etc.

3 Adubadoras para adubos líquidos e gasosos
3.1 de chorume
3.2 de amônia anídra.

Segundo a forma de distribuição do adubo
1 Adubadoras de distribuição em linhas
1.1 de uma linha
1.2 de várias linhas
1.3 no sulco de plantio
1.4 em cobertura
1.5 para fins especiais

2 Adubadoras de distribuição a lanço

3 Adubadoras de cobertura total (distribuidora de calcário e de cal)

Segundo a maneira de tração da máquina
1- Manual
2- Tração animal
3 - Tração a trator
Email:
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