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Aspargo


Considerações Gerais

O gênero Aspargus tem mais de uma centena de espécies espalhadas pelo mundo, nas regiões temperadas e tropicais, todas elas perenes e em geral, cultivadas para fins ornamentais.

O aspargo utilizado como hortaliça, classificado botanicamente como Asparagus officinalis, L., originário da Europa, onde tem sido cultivado há mais de 2.000 anos, tanto para fins alimentares, como medicinais. Ë planta dióica, isto é, existem plantas masculinas e plantas femininas. As flores das plantas femininas recebem o pólem das flores das plantas masculinas, por meio de insetos. O fruto é uma baga, carnosa e vermelha, quando maduro. Cada baga contém três a quatro sementes, angulosas e pretas.

As raízes são numerosas, carnosas, desenvolvem-se horizontalmente e constituem órgãos de reserva de alimentos. Nascem do rizoma e a esse conjunto dá-se o nome de “garra” ou “aranha”. As raízes novas, que se formam anualmente, nascem acima das velhas, que morrem quando as mais novas estão bem desenvolvidas.

A “garra” ou “aranha”, com um a dois anos de idade é a muda do aspargo. A parte aérea que nasce de botões existentes no rizoma, é constituída por várias hastes com pequeninas folhas.

Numa plantação, os primeiros brotos ou “turriões” da parte aérea são utilizados como alimento; os demais devem ser deixados para crescer e formar novas reservas nas raízes.

As hortaliças, em geral, são plantas de rápido crescimento, produzindo em poucos meses com exceção do aspargo, que demora cerca de três anos para iniciar a colheita, a contar da data da sementeira. Esse período poderia ser reduzido para dois anos, se existissem à venda mudas ou “garras” de boas variedades, de um ano. Como isso, o lavrador precisa, quase sempre, fazer sua própria sementeira.

Deve ser considerado, entretanto, que o aspargo é planta perene, o que não acontece com as outras hortaliças.

O período de tempo de produtividade de um aspargo depende de muitos fatores, como sejam: variedade, condições de solo, de clima, adubação e tratos culturais. Tal período pode variar de seis a quinze anos. É geralmente menor nos solos de fraca fertilidade, e maior nos solos mais pesados e ricos. O encharcamento do solo reduz o período de produtividade.

Após o término da cultura do aspargo, deve-se proceder ao arrancamento das plantas, por meio de sulcadores. Muitas raízes permanecerão ainda vivas; várias arações facilitarão a sua morte. Não plantar aspargo novamente no mesmo local, pois isso conduzirá à redução apreciável na produtividade. Deve-se fazer rotação de cultura plantando-se, após o aspargo, cereais, adubos verdes ou outras hortaliças. Voltar com aspargo somente depois de sete a Oito anos.

O cultivo do aspargo é objeto de importante atividade agrícola em muitos países de clima temperado. No Brasil, é pouco cultivado, devido às suas exigências em relação a clima, solo, colheita, conservação e tratos culturais.

Os estados sulinos são os que se prestam a essa cultura, situando-se as maiores plantações no Rio Grande do Sul.

Em São Paulo, apresentam melhores condições para o cultivo do aspargo as regiões mais frescas, como Campos do Jordão, São Roque, Vargem Grande, Piedade, São Miguel Arcanjo, Capão Bonito, a Capital e vizinhanças, Águas da Prata, Socorro, etc., desde que se faça a correção da acidez do solo, quando necessário, a adubação completa, além de outros tratos culturais.

O aspargo é planta dióica, isto é, apresenta plantas masculinas produzem flores estamidas e plantas femininas, que somente produzem flores pistiladas e são as que dão frutos.

Quando se faz a sementeira de aspargo, a probabilidade de uma planta masculina ou feminina é a mesma, ou seja, 1:1. É fato confirmado que as plantas masculinas produzem maior número de turriões do que as femininas, especialmente no início da colheita. Também na produção total, em peso, as plantas masculinas superam em ce de 20% as femininas, mas estas formam turriões mais grossos. Estudos efetuados nos Estados Unidos, concluem que, economicamente, não é vantajoso eliminar as plantas femininas que constituem, praticamente, metade das plantas obtidas na sementeira.

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