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Produção de sementes: O aspargo é multiplicado por meio de suas sementes e, para que haja produção delas, é necessário que existam plantas femininas e masculinas sendo estas as polinizadoras.

A colheita dos frutos maduros, no Estado São Paulo, é feita desde princípios de dezembro até fins de maio, especialmente de dezembro a março. A quantidade de sementes produzida por planta é variável de acordo com clima, idade da planta, variedade, sol adubação e tratos culturais.

Os frutos de aspargo devem ser colhidos bem maduros, quando apresentam coloração vermelho-escuro. As sementes, geralmente três a quatro por fruto, são facilmente retiradas, espremendo-se levemente em uma peneira. Em seguida, devem ser lavadas em água corrente e seca à sombra.

Elas são pretas e sua secção transversal é triangular. Em condições de ambiente fresco e ventilado, o poder germinativo de semente recém-colhida, viável, é conservado acima de 95% nos primeiros meses após a colheita. Um ano mais tarde, decresce para cerca de 85%. Nas sementes com dois anos de idade, a germinação atinge de 60 a 70% e, com três anos, o poder germinativo, geralmente, é menor do que 40%. O poder germinativo foi determinado em germinador à temperatura ambiente.

Para renovar a cultura, deve-se adquirir sementes de boa procedência e selecionar as plantas que irão produzir sementes para uso no futuro, desde o canteiro de semeadura. Para isso, deve-se marcar, no canteiro, as plantas com ramos mais altos, pois há estreita relação entre esse maior desenvolvimento e a boa formação, bem fechada, da ponta do turião. Quando a planta estiver com três a cinco anos, deve ser julgada pelo desenvolvimento da “coroa”, ou seja, a área em que se formam as hastes. A planta com maior coroa é a que produz turriões em maior número. Outra indicação da melhor planta é obtida pelo número e pelo tamanho das hastes. Escolhem-se aquelas que apresentam maior número e maiores hastes. Prefiram ainda, aquelas cuja haste seja lisa, com a secção transversal o mais próximo possível da circular.

Além desses fatores, cumpre ao lavrador não esquecer que, para produzir suas próprias sementes melhoradas, deve escolher plantas com aspecto saudável.

Semeadura: O terreno para a sementeira deve ser cavado até 0,30 m de profundidade. Construir depois canteiros com cerca de 0,10m de altura e 1,20m de largura. Espalhar sobre eles, por metro quadrado, 30 quilos de esterco curtido de curral ou composto, mais 1kg de adubo químico 10-10-10. Misturar esses adubos ao solo destorroado até ficar pulverizado.

A semeadura de aspargo é feita de setembro a novembro, a grande espaçamento, ou seja, em sulcos espaçados de 0,60 m, e no sentido da largura do canteiro. Nesses sulcos, são colocadas as sementes, separadas de 4 a 5cm, se possuem poder germinativo acima de 80%; e à profundidade de 3 a 4cm, conforme a terra mais ou menos consistente. Assim cada metro quadrado de canteiro comporta quase um grama de semente, que produzirá cerca de 20 mudas boas. Para um hectare, (10.000m2) com capacidade de 12.500 plantas, serão necessárias 625 gramas de sementes e, portanto, 625 m2 de canteiro.

É difícil desbastar o aspargo, bem como separar as mudas sem feri-las, quando as plantas estão muito próximas. Por isso é preciso conhecer previamente o poder germinativo das sementes, pois as plantas têm seu crescimento prejudicado quando ficam muito juntas no canteiro, além de dificultar o arrancamento e a separação das mudas.

As sementes devem proceder de empresas idôneas ou, então ser colhidas pelo próprio lavrador, como explicado no capítulo referente à colheita de sementes.

A germinação do aspargo é demorada, variando conforme a temperatura seja mais ou menos elevada. A 10ºC leva 53 dias para germinar, e a 25ºC, 10 dias. A germinação é boa entre as temperaturas de 15 a 30ºC; não germina de 5ºC abaixo, nem acima de 40ºC.

Logo após a semeadura, irrigar o canteiro e fazer uma pulverização com inseticida no solo. Cobrir, então, a terra, com capim seco e sem sementes, formando uma camada de três centímetros de altura. Quando não chover, regar de manhã e à tarde, até o início da germinação, espaçando-se, daí em diante, as regas que serão feitas à medida das necessidades. Ao começar a germinação, retirar todo o capim e fazer nova pulverização. Este inseticida, de utilidade para combater as pragas comuns nas sementeiras, é venenoso ao homem, devendo ser usado com precauções.

Cerca de 30 dias depois da germinação, faz-se o desbaste, deixando-se, de preferência, as plantas mais vigorosas, distanciadas uma das outras 7 a 8cm.

Rega-se e limpa-se capinado sem ferir as raízes, sempre que necessário.

Fazer irrigações a intervalos variáveis de acordo com o solo e as condições atmosféricas, lembrando que é preciso manter com bom grau de umidade a camada superficial do solo até a germinação e durante o período inicial do crescimento.

Nos Estados Unidos, recomendam o uso de herbicidas do pré-emergência, isto é, pulverizados sobre o mato alguns dias antes da germinação do aspargo. Óleos leves ou “standart solvent”, entre outros, são usados como herbicidas. O Varsol, da Standart Oil, solvente de uso caseiro, pode ser empregado em pulverizações sobre o mato até quatro a cinco dias antes do nascimento do aspargo e na quantidade de 40 a 80 cm3/m2.

A aproximação do inverno, quando as plantas começam a amarelar, cortam-se os talos à altura de cinco centímetros do solo, queimam-se esses restos e deixa-se, sem mais cuidados, que as plantas fiquem em repouso.

Plantio: O plantio de um adubo verde em outubro-novembro do ano precedente ao da plantação do aspargo, contribui para diminuir o mato e melhorar o solo em matéria orgânica e na sua constituição física e biológica. Entre as leguminosas-adubos verdes, recomendam-se Mucuna preta, Crotalária paulina, Crotalária juncea e feijão de porco, que serão enterrados quando florescerem, ainda tenros. Antes de marcar o terreno para a abertura das valetas de plantação efetuam-se duas a três arações espaçadas 15 a 20 dias, gradeando-se após cada aração.

Quando a irrigação é feita por infiltração, há necessidade de marcar as linhas de plantio, com leve declive, variando de 0,15 a 0,30%. O maior declive será usado em solos mais soltos, e o menor, naqueles mais firmes.

O espaçamento entre as valetas de plantação depende do tipo de turião que se vai colher, isto é, branco ou verde. Se for branco, o mais comum em nosso meio, a distância entre as valetas deve ser suficiente para que haja terra necessária para formar as leiras, sem ser preciso cavar fundo entre eles, o que ocasiona o corte e ferimento das raízes, Os melhores espaçamentos estão entre 1,90 e 2,10m.

Quando só turriões verdes são colhidos, a distância pode ser reduzida para a metade, pois não se faz leiras, observando que não existem dados que indiquem o melhor espaçamento entre valetas.

O espaçamento entre as plantas na valeta deve ser de 0,40 m; a profundidade da valeta de plantação, de 0,30 a 0,40 m; e a largura de 0,40 m; maior profundidade, em terra mais solta. Nunca plantar no subsolo.

Para a abertura da valeta, um sulco prévio feito com sulcador facilitará bastante essa operação. Ao completar manualmente a abertura da valeta, colocar terra do solo de um lado da valeta e a do subsolo do outro. Utilizar a terra do solo para misturá-la aos adubos e para a cobertura das mudas após a plantação.

Como o aspargo é planta pouco tolerante à acidez do solo e os nossos solos são geralmente ácidos, deve ser feita sua análise química, determinando-se o pH, a fim de se calcular a quantidade necessária de calcário a ser incorporado ao solo.

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