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Aspargo


Tratos culturais

Adubação: Como o aspargo é planta pouco tolerante à acidez do solo e os nossos solos são geralmente ácidos, deve ser feita sua análise química, determinando-se o pH, a fim de se calcular a quantidade necessária de calcário a ser incorporado ao solo.

A distribuição do calcário deve ser feita a lanço e pelo menos três meses antes da abertura das valetas.

Para se formular a adubação da valeta há necessidade de preencher um questionário fornecendo o histórico do solo e o resultado da análise de amostra de terra bem coletada.

De modo geral, para terras de media fertilidade, fazer a seguinte adubação por metro linear: 40kg de esterco curtido de curral e 200gramas de adubo químico 10-10-10. Colocar no fundo da valeta uma camada de cerca de 1Ocm de solo que recebeu calagem, apos mistura-se os adubos acima indicados de 10 a 15 dias antes do plantio das mudas ou garras.

O esterco curtido de curral poderá ser substituído por curtido de boa qualidade, em idêntica quantidade, pela torta de mamona previamente fermentada ou então aplicada com um mês de antecedência de plantação, a fim de ter tempo de se decompor, e em quantidade equivalente a um décimo do peso recomendado para o esterco. Poderá, ainda, ser substituído pelo esterco de galinha fermentado, dose correspondente a um terço ou, mesmo, um quarto, para o esterco de curral dependendo da sua pureza.

Anualmente, após a colheita, incorporar ao solo, por m2, 5kg de esterco curtido de curral ou composto “curtido”.

Para melhorar o solo, semear, anualmente em meados de abril fileiras de ervilhaca entre as valetas com aspargo; espaçadas de entre fileiras, e a 0,20m entre plantas na fileira. Cortá-la e enterra-la superficialmente, três meses após a semeadura, quando está em florescimento. A ervilhaca - Lathyrus sativus, L. é leguminosa adubo verde de inverno, que não prejudica o aspargo porque vegeta quando ele está entrando em dormência. Para multiplicar a ervilhaca, semeá-la em outro local, no espaçamento de 0,60 x 0,40m, deixando duas plantas por cova. Em terra de boa qualidade, pode ser esperada a produção media de 130 gramas de sementes/m2. Cada 100 gramas de ervilhaca contém, em média, 650 sementes.

- Cuidado com as mudas: As mudas ou “garras” de um ano são as melhores para a plantação. Se arrancamento é feito cuidadosamente, para não ferir em demasia as raízes, por meio de enxadões; pode-se passar um sulcador no meio das fileiras, para facilitar o arrancamento.

A distribuição do calcário deve ser feita a lanço e pelo menos três meses antes da abertura das valetas.

Nos ferimentos das raízes, poderão penetrar microorganismos que lhes ocasionam a podridão, trazendo, como conseqüência, menor vigor para a planta.

Depois de arrancadas, as “garras” devem ser examinadas, descartando-se aquelas com peso inferior a 50 gramas e com muitas raízes feridas.

No canteiro de semeadura, aparecerão mudas com mais de quatro botões no rizoma, de onde saem as hastes com folhas, e outras fracas, com apenas um botão. Aquelas muito fortes podem ser divididas em duas ou mais mudas, cada qual com, pelo menos, um botão; considerando-se, porém, a dificuldade de divisão da planta e a maior produtividade das mudas fortes, não é conveniente essa divisão. O lavrador deve semear uma área maior para que haja mudas em quantidade superior à necessária, e ele possa, com isso, escolher as melhores na época de plantação.

As mudas ou garras de um ano devem ser plantadas em tempo fresco, no fim do inverno ou no início da primavera, depois de chuvas ou de regas.

O plantio muito antecipado do período de vegetação, o excesso de umidade ou, ao contrário, a falta de umidade e o fator calor após o plantio, são os principais fatores da morte das mudas.

Depois de arrancadas do viveiro, as mudas ou garras devem ser plantadas o quanto antes. Se não for possível plantar logo após o arrancamento, guardá-las em depósitos bem ventilados.

Como o plantio do aspargo é manual, antes da plantação as garras devem ser empilhadas em vários pontos previamente escolhidos, a fim de diminuir o caminho percorrido pela pessoa que executa esse serviço.

Cada plantador pode transportar, em um saco, cerca de 100 mudas as quais são colocadas na valeta, à distância aproximada de 0,40m uma da outra, facilitando o plantio.

A plantação das mudas é realizada sobre “montinhos de terra adubada” erguidos no fundo da valeta, evitando-se que as pontas das raízes se dirijam para cima. Logo após o plantio, cobrir as mudas com uns 6 centímetros da terra amontoada nos lados da valeta. Em seguida, irrigar bem para firmar a terra ao redor das raízes e fazer outras irrigações quando necessário, a fim de favorecer o bom desenvolvimento das raízes e a vegetação da planta.

Após o primeiro ano no local definitivo, encher a valeta com terra até o nível do solo, depois que as plantas estejam com bom desenvolvimento; manter o terreno limpo de ervas más, e irrigar quando houver necessidade.

À entrada do inverno, quando as plantas estiverem amareladas ou secas, cortá-las a cinco centímetros do solo, amontoá-las em outro local e queimá-las.

No segundo ano, continuar os tratos culturais anteriores.

Toda reserva de nutrientes utilizados na produção de turriões é armazenada nas raízes carnosas da planta durante o verão e o outono. Tomar cuidado, portanto, para não cortar nem ferir qualquer raiz de aspargo, pois se isso acontecer, a produção de turriões é reduzida.

Com o calor do início da primavera, as plantas começam a brotação, constroem-se, então, leiras sobre as plantas, utilizando-se terra do espaço entre as valetas. As leiras devem ter cerca de 0,25 m de altura sobre a “coroa”, ou seja, o ponto onde nascem os turriões, a fim de permitir-lhes o corte, sem ferir a “coroa” nem as raízes. Ela precisa ser corrigida cada duas a três semanas porque se desmancha com o corte diário dos turriões, com a rega e com a ação do vento. Em São Paulo, a época de construção de leiras é o princípio de setembro, ocasião de fraca queda pluviométrica, havendo por isso, necessidade de irrigações, antes da construção da leira e durante a colheita dos turriões.

Nesse primeiro ano de colheita, sua duração deve ser de 20 a 30 dias, conforme o vigor da planta no ano anterior.

Depois da colheita, desmancham-se as leiras com cuidado para não ferir as raízes. Adubações complementares devem ser feitas de acordo com o estabelecido no capítulo sobre adubação. As plantas crescem e formam novas reservas alimentares, repetindo-se as demais operações no ano seguinte.

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