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Manejo dos cordeiros

Aleitamento artificial para cordeiros fracos: (nascidos de partos múltiplos) com o fornecimento de colostro nos primeiros dias, leite de ovelha até o 300 dia e após leite de vaca (fazer adaptação prévia) e óleo de soja (01 colher sopa/500 ml de leite) até o desmame (média de 02 meses); desmame tardio de 03 a 04 meses. Fornecer a partir do 7º dia feno e ração à vontade de boa qualidade. Os cordeiros poderão ser confinados a partir do 2º mês de idade (evitando-se a exposição à verminose). Para a engorda mais rápida, pode-se oferecer ração 150 g/an./dia, sal mineral e água devem ser fornecidos à vontade.

Obs.: Aborto é muito freqüente nas ovelhas, sendo as causas mais comuns as pancadas, os apertões nas porteiras.

Para um bom aleitamento é preciso que as ovelhas sejam bem alimentadas, tenha bom pasto e suplementação com ração, aveia, alfafa, silagem.

Nem sempre a ovelha aceita com facilidade o seu cordeiro, sendo forçoso habituá-la com a sua presença, o que se consegue colocando a cria em pequeno curral, obrigando a mãe a deixá-lo mamar, até que fique acostumada a isso. Esse fato é freqüente na raça Merina, que requer maior vigilância que as outras.

Práticas com os cordeiros

Desmama - 3 a 4 meses: gradualmente com fornecimento de ração, os animais são liberados algumas horas com a mão e aumentar gradativamente o número de horas de separação, levado somente à noite para mamadas;
- após 03 dias, separação total das mães.

2 meses (vantagens): menor infestação verminótica nos cordeiros separados das mães;
- uma vez separados os cordeiros comem mais pasto, apresentam um maior crescimento, pois não dependem do leite materno;
- sem o cordeiro a ovelha produz mais lã e chega em melhor estado ao próximo encarneiramento;
- marcação sobre a lã no costado com tinta removível na lavagem industrial (Bayer, Cooper), tatuagens, brincos.

Castração - do 15º ao 30º dia: aumenta a qualidade da carne, ou 5º ao 15º dia; observar os cuidados necessários com a higiene e a desinfecção da área operada.
- Métodos: faca/pinça ou torquês, sendo este o mais indicado pois evita hemorragia e infecção. Promove o esmagamento dos cordões espermáticos obstruindo a irrigação sanguínea nos testículos, que perdem suas qualidades e degeneram ou anel de borracha.

Descola: método dos anéis nas primeiras 30 horas de vida, ou cirúrgica até o 100 dia para evitar hemorragia grave.

Assinalamento: utilizam-se tatuagens, chapas de pressão ou brincos.

Marcação: para classificar o rebanho segundo a idade, grau de sangue, parentesco, etc. Realizadas na região do lombo e paleta. Geralmente com ferro de marcação de bovinos, molhando-se em tinta e aplicando sobre a lã. Deve ser remarcado sempre que a marca inicial for dissolvida ou enfraquecida pela ação do sol.

Derrabagem: seu objetivo é favorecer a estética e higiene dos animais (evitar acúmulo de fezes e terra). Feita na primavera (setembro), na mesma ocasião em que são assinalados e castrados.
- Procedimento: cauda é cortada próximo à base, com medidas diferenciadas para macho e fêmeas, o que facilita a identificação dos sexos. Utiliza-se faca em forma de cunha (aquecida em brasa) ou anel de borracha.

Confinamento

Os melhores resultados para terminação de cordeiros para abate ou recria de machos são obtidos com cordeiros confinados. As principais vantagens são:

- Menor taxa de mortalidade, pois, quando confinados os cordeiros, praticamente elimina-se o problema de verminose, a principal causa de morte de cordeiros durante a recria;
- Máximo aproveitamento da área disponível, pois não haverá necessidade de reservar uma área para desmame dos cordeiros. Esta área (25% da área ocupada pelas matrizes) pode ser utilizada para elevar o número de fêmeas produzindo cordeiro.

Sua desvantagem está no elevado custo, principalmente com alimentação e mão-de-obra que deve ser mais bem preparada. Optando-se pelo confinamento dos cordeiros, estes devem ser recém-desmamados (45 a 90 dias) e estar em bom estado físico e sanitário. Os melhores animais para confinamento são os provenientes de cruzamento industrial, pois devido à heterose, apresentam excelente ganho de peso. Com relação às instalações, pode-se utilizar mangueiras, barracões, cercados ou mesmo a própria cabanha. O piso pode ser ripado, cimentado ou de terra, evitando-se, no entanto, a existência de locais onde a água fique empossada e onde nasçam gramíneas. As coberturas totais são desnecessárias. Estas podem cobrir somente a linha de cochos e fornecer alguma sombra aos animais. A área a ser considerada para cordeiros até 30 kg é de 0,60 m2/an., em instalações totalmente cobertas e 5,0 m2/an. quando somente a linha de cocho é coberta.

Cuidados a serem tomados:

- Consumo de alimento: 3 a 4% P.V. - Deve-se programar sempre a mais, para evitar mudanças de ingredientes da ração, bem como dos níveis, de energéticos, e proteína, que poderão causar atrasos e perdas de peso;
- Sal mineral deve estar sempre à vontade;
- A castração e a descola são necessárias aos cordeiros confinados, executando-se machos e fêmeas que seriam recriados para reprodução;
- A tosquia no início do confinamento poderá aumentar o consumo de alimentos e conseqüentemente o ganho de peso;
- Deve-se formar lotes com idade e tamanho homogêneos, para diminuir o efeito da dominância;
- No caso de usar feno como volumoso na ração, aconselha-se picar e mistura-lo ao concentrado, a fim de evitar perdas e aumentar o consumo deste ingrediente;
- Deve-se vermifugar os cordeiros antes de entrarem no confinamento;
- Quinze dias antes do desmame, os cordeiros devem ser vacinados contra enterotoxemia, carbúnculo sintomático e gangrena gasosa (Sintomatina polivalente) com uma dose de reforço 15 a 21 dias após a primeira.

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