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A tradicional “granja de suínos”, também chamada de Sistema de Produção de Suínos (SPS) é composta por um conjunto de componentes como o homem, as edificações e equipamentos, os animais, a alimentação e a água, os contaminantes e o manejo do rebanho, todos esses componentes visando o mesmo objetivo: produzir carne suína de qualidade.

Como base desse sistema, portanto, é preciso dispor de bons reprodutores, ótimo ambiente e técnicas de manejo.

Um SPS, quanto ao tamanho pode ser considerado de pequeno porte se possuir menos de 40 matrizes, de médio porte se possuir de 40 a 100 matrizes e de grande porte para mais de 100 matrizes.

Modelos de sistemas de produção

Basicamente as criações podem ser intensivas ou extensivas.

Na criação intensiva os animais são criados confinados em baias ou gaiolas, num terreno relativamente pequeno- proporcional ao tamanho de sua granja- , apresentando preocupação com a produtividade e economicidade do sistema. Existem 3 tipos de criação intensiva: ao ar livre, em que os animais ficam em piquetes, exceto nas fases crescimento e terminação, nas quais ficam confinados; tradicional, em que se utiliza os piquetes apenas para os machos e para se fêmeas em cobertura ou gestação; confinado, em que os animais permanecem de todas as categorias permanecem sob piso e sob cobertura, podendo subdividi-los por fases em vários prédios.

Tipo de produção

O produtor pode optar por uma produção que englobe todo ciclo de produção ou por apenas uma fase ou outra do ciclo de produção. Assim, a produção pode ser classificada em : produção de ciclo completo, que abrange todas as fases de produção e que tem por produto o suíno terminado; produção de leitões, que envolve a fase de reprodução e tem por produto final os leitões – estes podem ser leitões desmamados, que tem em média 21 a 42 (6 a 10 Kg)dias ou leitões para terminação, que tem em média 50 a 70 dias (18 a 25 Kg); produção de terminados, que envolve somente a fase de terminação e que tem por produto final o suíno terminado; produção de reprodutores, que visa obter futuros reprodutores machos e fêmeas.

Monitorias Sanitárias

A sanidade ou saúde é um dos pilares de sustentação da produção intensiva de suínos, uma vez que objetiva diminuir riscos e reduzir custos, e para tanto exige medidas de biossegurança, programas de vacinação, medicacõs profiláticas, programas de limpeza e desinfecção, entre outros.

As monitorias sanitárias são formas de constatar, qualificar e quantificar o nível sanitário de populações de suínos para determinada doença ou infecção.

Com essas monitorias, feitas por médicos veterinários, é certificar que uma determinada granja está livre de uma determinada doença ou quantificar os níveis em que certa doença se apresenta para tomar iniciativas corretivas ou preventivas. Ainda com a monitoria, é possível verificar os resultados obtidos após a aplicação de certa medida.

Essas monitorias podem ser feitas aos animais, ao ambiente onde os animais estão alojados, aos insumos que são utilizados no sistema de produção (água, ração, medicamentos) e às pessoas que trabalham com esses animais.

As monitorias podem ser feitas por exame clínico ou necropsia, por exames laboratoriais sorológico, bacteriológico, virológico, parasitológico, histopatológico, ou em abatedouros o exame anatomopatológico.

Quanto a monitoria sorológica, esta consiste em detectar doenças que freqüentemente acometem um sistema de produção de suínos que merecem a atenção dos produtores como a leptospirose, parvovirose, doença de Aujeszky, pleuropneumonia suína, síndrome reprodutiva e respiratória suína, gastroenterite transmissível, pneumonia enzoótica, renite atrófica progressiva, pasteurella, tuberculose, brucelose, entre outras.

Existe, como já citado, a possibilidade de se monitorar o ambiente da granja. Para uma granja que, mesmo realizando práticas de manejo adequadas ( de população, lavagem, desinfecção e vazio sanitário), sofreu um problema sanitário é possível avaliar se essas práticas foram bem feitas introduzindo animais “cobaias” (sendo sentinela um outro termo, que também é muito empregado neste caso) na granja, avaliando o desempenho deles, antes de introduzir uma nova população.

Para uma boa manutenção ambiental, mantendo o nível de contaminação ambiental sob controle, é necessária a adoção de um programa de limpeza e desinfecção da granja, garantindo um sistema mais eficiente e lucrativo.

Algumas práticas simples podem ser adotadas como evitar presença de fezes no piso, de leitões doentes junto com os sadios, de cadáveres não enterrados, instrumentos de trabalho sujos e contaminados como tesouras, alicates, pás, carrinhos...e instituir a utilização de roupas e botas exclusivas para uso na granja, diminuir ao máximo o contato dos funcionários da granja com outras criações, limitar o número de visitantes na granja e, quando o tiver, instituir o banho e a troca de roupa das visitas.

Estas medidas não irão impedir totalmente o risco da ocorrência de doenças, mas o minimiza significativa-mente.

A monitoria de insumos como água, ração, vacinas é importante também para prevenção de agentes não desejados na granja, evitando o uso de rações mofadas, água suja ou quente, e medicamentos com prazo de validade vencido ou armazenados de forma incorreta.

Essas práticas de monitoria, limpeza e desinfecção trarão benefícios ao criador não só na melhoria da performance e na produtividade, mas também na redução de gastos com medicamentos, de animais refugos e de doenças como diarréias, problemas de pele e respiratórios e com parasitas.

Controle de Parasitas

Doenças causadas por endoparasitas, mais conhecidas como verminoses, merecem grande atenção dos criadores, pois são responsáveis por grandes perdas anuais em granjas de suínos cujo sistema seja extensivo ou semi-intensivo, ou seja, em sistemas nos quais os animais têm contato com a terra.

Essas doenças podem acometer tanto animais jovens como adultos, retardando muito – quando não levam à morte - o desenvolvimento do animal e a obtenção do produto desejado.

Os sintomas mais observados são diarréias, anemias, desidratação, perda de apetite, podendo levar à morte.

Além das medidas de limpeza e desinfecção é adotado o uso de anti-helmínticos para controle de endoparasitoses, mas estes devem ser usados corretamente para cada fase do sistema de produção, como na amamentação, suínos desmamados ou na engorda, matrizes e cachaços e por isso devem ser ministrados sob orientação de veterinários.

As ectoparasitoses também são comumente encontradas nas granjas causando grandes perdas na produção. São representadas pelas sarnas, piolhos, pulgas e bicheiras (moscas causadoras de miíases).

A sarna caracteriza-se pelo aparecimento de prurido intenso, pústulas (feridas), crostas, queda de pêlo e espessamento da pele nos animais.

Normalmente, usa-se a pulverização, banhos de imersão, camas medicadas e aplicações manuais (injetável ou pour-on) de acaricidas, ou seja, sarnicidas, sendo que estes medicamentos devem ser prescritos por veterinários.

Já os piolhos são percebidos pelo criador só ao longo de um certo tempo, com perdas graduais e contínuas , retardando o crescimento de leitões, perda de peso e ainda pode ser vetor de doenças graves como peste suína, varíola e erisipela.

É facilmente diferenciado da sarna, pois é possível visualizar o parasito na pele dos animais.

Diversos inseticidas têm ação piolhicida, mas é

preciso a indicação correta do medicamento, além da boa aplicação do medicamento em todas as partes do corpo do animal (inclusive dentro das orelhas), bem como nas instalações e equipamentos.

Controle De Moscas

Esse inseto é causador de grandes prejuízos na prática de produção de suínos, uma vez que veiculam agentes causadores de doenças como bactérias, vírus, protozoários, ovos de vermes, além de utilizarem, em alguns casos, do próprio tecido animal (pele, sangue) quando este apresenta alguma lesão, para completarem seu ciclo de vida.

Além desses problemas, as moscas causam estresse nos animais e sujam o ambiente (paredes, vidros, lâmpadas, bebedouros, comedouros) com suas fezes e vômitos.

Algumas medidas de controle podem ser citadas, entre elas: não deixar esterco acumulado nas instalações; lavar as instalações com água, pelo menos 2 vezes por semana; animais mortos, resíduos de parições e outros resíduos devem ser enterrados ou colocados em fossa construída para tal finalidade; uso de telas e portas nos locais onde se trabalha com alimentos; utilização de inseticidas indicados para tal fim; ter um esquema de tratamento de dejetos ou, pelo menos, separar a parte sólida da líquida.

Essas medidas permitem uma redução de 90% da população de moscas, com a vantagem de serem de baixo custo.

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